| SECÇOMES E DOCUMENTOS DA RED VASCA ROJA |
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Desde meados de Outubro do ano 2000 o Governo espanhol e os meios de comunicaçom de massas espanhóis que obedecem as suas ordes (ora seja por estarem a soldo na nómina de gastos reservados do Ministério do Interior ora seja por gratuíto servilismo) desencadeárom umha feroz e inobre ofensiva contra as Nais da Praça de Maio. Essa ofensiva inclui de todo: campanha de descrédito, injúrias e calúnias nos meios, ameaças de processamentos baseadas na lei antiterrorista, sançons económicas (fontes do Governo canário dérom a conhecer que o Cabido Insular retirou um subsídio de 19 milhons de pesetas ao projecto de umha "universidade popular" promovido polas Nais da Praça de Maio, além de suspender o intercámbio de alunos e profesores), etc, etc.
A escussa para esse ataque foi um texto das Nais da Praça de Maio de há mais de um ano e meio (23 de Abril de 1999): Carta das Nais da Praça de Maio ao povo Basco (em espanhol) já publicado no GARA naquel mês de Abril de 1999 e que figura na web das nais cujo URL é http://www.madres.org.
Certamente, esse texto inclui umha crua mas veraz denúncia do TERRORISMO DE ESTADO que Espanha exerce contra Euskal Herria. Como por exemplo nestes parágrafos dessa Carta (as negritas som nossas):
"Sabemos que o Estado espanhol tenta prosseguir a guerra e provocar umha ruptura da trégua. As detençons, as torturas, as execuçons, demonstram-nos que o pior do franquismo segue vigente na terra espanhola... As Nais da Praça de Maio repudiamos o fechamento do Egin, mas sabemos que a tentativa do Estado de acalar a voz livre de Euskádi fracassará perante a vontade indobregável de um povo que luita pola sua liberdade ... As Nais sabemos que o único e verdadeiro terrorismo é o que se exerce desde o Estado".
Como é igualmente certo que no ano anterior (em 4 de Agosto de 1998) as Nais da Praça de Maio denunciárom crua e verazmente o ilegal e inconstitucional fechamento do diário EGIN e EGIN IRRATIA na Declaraçom da Associaçom Nais da Praça de Maio Aos trabalhadores do diário EGIN e Rádio EGIN, Ao povo basco, À opiniom pública mundial (em espanhol) (publicada naquela data no EUSKADI INFORMAÇOM e na secçom da web da REDE BASCA VERMELHA titulada EGIN, o jornal basco fechado polo regime fascista espanhol. Daquel texto de 1998 das Nais, que também figura actualmente na sua web na secçom Denúncias, som os seguintes parágrafos:
"Descobrimos que a tortura, as violaçons e as execuçons som parte das ferramentas do terrorismo de Estado ordenado por Felipe Gonzalez e agora por Aznar
Os juízes da Audiência Nacional mostrárom-nos os seus verdadeiros rostros: os mesmos que possuíam os juízes argentinos da ditadura e os mesmos que exibíam os juízes do nazismo.
As Nais da Praça de Maio temo-nos solidarizado coa heróica luita e a valente resistência do Povo Basco, que enfrenta um Estado assassino e criminal: o Estado espanhol ....
As Nais da Praça de Maio repudiamos o terrorismo do Estado espanhol e exigimos a libertaçom dos jornalistas detidos e a reabertura imediata do jornal e a rádio que tenhem sido nestes anos um exemplo de dignidade para o mundo".
No passado dia 21 de Outubro o diário GARA publicou, assinado entre outros por vários membros da REDE BASCA VERMELHA, um apelo do Grupo de Apoio às Nais da Praça de Maio de Euskal Herria intitulado Na Defesa das Nais da Praça de Maio que reproduzimos mais abaixo.
É certo que as Nais da Praça de Maio sabem defender-se muito bem sozinhas. Na sua página web colocárom com chamada na capa um contudente documento: As Nais da Praça de Maio e a ETA Buenos Aires, Outubro de 2000 (em espanhol), e o 28 de Outubro de 2000 na entrevista publicada polo GARA à sua Presidenta Hebe de Bonafini respostava assi a umha pergunta sobre as declaraçons do Ministro espanhol do Interior referidas a este assunto:
"Que lhe solicite perdom el a todos, porque el é um franquista, um fascista, e está dirigindo um Estado terrorista. O que tortura, permite a tortura, a morte e todo o que eles estam fazendo; o que mete presa a gente por pensar e o que fecha um diário porque pensa diferente É UM ESTADO TERRORISTA."
E EL PAÍS da mesma data reproduzia estas outras declaraçons da Hebe:
"Nós somos solidárias com os combatentes, com as nais dos combatentes. Que o Estado espanhol é assassino nom o digo eu, di-o o informe de Amnesty sobre as torturas nas cadeias espanholas e as violaçons aos direitos humanos. Poque nom acusam Amnesty?"
Aqui um mínimo recordatório dos FACTOS que apoiam a denúncia das Nais da Praça de Maio: nos 21 anos (1979-2000) de vigência do Estatuto da Comunidade Autónoma Basca e do "Amejoramiento Navarro" as forças de ocupaçom espanholas DETIVÉROM dezasseis mil (16.000) bascas e bascos, TORTURÁROM cinco mil (5.000), ENCADEÁROM quatro mil (4.000) e forçárom o EXÍLIO a três mil (3.000). Lembre-se que a populaçom de Euskal Herria nom chega aos três millons de pessoas.
Nos últimos 25 anos (1976-2000) as forças de ocupaçom espanholas causárom cento e oitenta (180) MORTES a bascas e bascos: 65 mediante "guerra suja" (esquadrons da morte), 42 execuçons sumárias, 22 em enfrentamentos coa ETA, 20 a manifestantes, 13 por disparos dos seus membros bébados, 9 por excesso de torturas e 9 en controlos nas cidades ou em estradas.
Estes som os FACTOS. O Estado espanhol arremete contra as Nais da Praça de Maio precisamente porque contam a verdade. Porque denunciam os factos que esse Estado pretende ocultar ao mundo e consegue ocultar a boa parte dos seus próprios súbditos graças a contar com umha imprensa e uns jornalistas que, salvo honrosas e contadíssimas excepçons, som tam mendazes, tam submissos ao poder e tam encanalhados como os da ditadura franquista (na qual medrárom muitos dos que hoje ocupam postos directivos ou influentes).
Embora as Nais da Praça de Maio saibam defender-se muito bem sozinhas é muito provável que nom se fagam umha ideia completa da intensidade do rancor enfermiço e da virulência com que os fascistas e franquistas mal reciclados da cúpula do PP e do Governo de Espanha atacam e perseguem quem definem como os seus inimigos. Por isso a REDE BASCA VERMELHA, que mantém desde há anos a sua secçom A "guerra suja" que Espanha fai a Euskal Herria (torturas, violaçons dos direitos dos presos, execuçons extrajudiciais, "esquadrons da morte"), considera o seu dever criar a presente nova secçom do apelo universal à defesa das Nais da Praça de Maio frente aos ataques que, por dizer a verdade, lhes lança o fascista Estado espanhol.
Nesta nova secçom reproduzimos e reproduziremos os textos das Nais da Praça de Maio, ligaçons a documentos e testemunhas que apoiam a veracidade das suas denúncias e a sua coincidência coas feitas por outros organismos (Amnesty International, Observatoire International des Prisons (OIP), Comité contra a Tortura da ONU, etc, etc) e um seguimento das NOTÍCIAS geradas por este ataque espanhol e as respostas que receba.
As múltiplas razons para criarmos esta nova Secçom da web da REDE BASCA VERMELHA estám excelentemente explicadas no apelo do Grupo de Apoio às Nais da Praça de Maio de Euskal Herria intitulado Na defesa das Nais da Praça de Maio que reproduzimos mais abaixo.
A direcçom postal das Nais da Praça de Maio é Hipólito Irigoyen 1442, Buenos Aires (1089) Argentina. A sua direcçom do correio electrónico é madres@satlink.com
Que recebam via e-mail e via correio postal ordinário mensages de solidariedade de todas as mulheres e todos os varons decentes do planeta!
Pola REDE BASCA VERMELHA
Justo de la Cueva
Na defesa das Nais da Praça de Maio
(Artigo publicado no GARA o 21 de Outubro de 2000)
Recentemente, em vários meios espanhóis temos lido ataques às Nais da Praça de Maio polo seu apoio às nais e familiares dos presos e presas bascas. Notas e opinions típicas do permanente discurso único que hoje impera aqui e em todo o mundo.
Nalgumha delas, como a escrita por Martín Prieto em "El Mundo", o mesmo que um bom dia decidiu «desaparecer» para ter umha aventura amorosa e quase provocou o desmaio de Luis del Olmo e outros dos seus confrares tertulianos que denunciárom que «fora seqüestrado polos violentos», acusa as Nais de serem praticamente umhas parvas, «erradas», e denigra-as burdamente, com esse estilo surgido dos esgotos policiais que tanto o caracteriza.
Em "La Estrella Digital" Alberto Piris turra duramente contra estas luitadoras polas suas posiçons no conflito basco, desenterrando o dito por elas aquando do fechamento do diário "Egin" e em apoio aos dirigentes da Mesa de HB detidos, e umhas declaraçons feitas recentemente nas Canárias, onde manifestárom, a propósito das últimas detençons em Euskal Herria, que «o Estado espanhol é fascista».
As Nais da Praça de Maio nom som nem «despistadas» nem «senis» por darem o seu apoio aos familiares dos presos bascos e reclamarem contra a dispersom. Som simplesmente coerentes e revolucionárias, algo que a muitos «esquerdistas» europeus, muito preocupados em conservar o seu status e comodidade primeiromundista», lhes dá no fígado. Elas nunca deixárom de apoiar nengum movimento ou organizaçom de familiares da repressom estatal em qualquer parte do planeta.
Há 23 anos que defendem a memória dos luitadores, os seus 30.000 filhos e filhas na Argentina. E realizam-no deixando claro que nom se tratava de «inocentes» como pretendem alguns que intentam desvirtuar a história, senom de «combatentes revolucionários, de guerrilheiros, de trabalhadores antiburocráticos, de estudantes que nom estavam dispostos a submeterem-se ao capitalismo». Esses orgulhosos panos brancos estivérom também junto das nais dos presos chilenos quando a criminosa polícia de Pinochet os torturava, mas também agora na que os «socialistas» e «democratas» os seguen vexando e condenando a detençons indefinidas.
Achegárom a sua voz solidária às nais dos 5.000 presos e presas políticas no Peru, isolados, golpeados, gaseados e confinados em prisons de extermínio. Reclamárom polos prisioneiros políticos bolivianos, mexicanos e colombianos aos que a prepotência direitista pretende quebrar nas masmorras dos seus respectivos países. Tenhem estado junto das mulheres jugoslavas quando a OTAN, essa que muitos «progres» européus apoiárom para que aniquilasse a populaçom civil de Belgrado, bombardeava as pontes, as fábricas e os colégios com absoluta impunidade. Oferecêrom-se para voltar à Palestina para porem os seus corpos do lado dos luitadores da Intifada contra o Estado fascista israelita que tanto comove o «defensor del pueblo español», o sionista Múgica Herzog.
As Nais da Praça de Maio, às que nom interessam as homenages nem os monumentos, muito menos o dinheiro com que as pretendem fazer calar os genocidas argentinos e os seus cúmplices, fôrom sempre todo o contrário do que som os políticos hipócritas de aqui e de alá.
Apoiárom os trabalhadores do diário "Egin" quando o juiz Baltasar Garzón o da Audiência Nacional franquista e validador das torturas a militantes bascos decidiu fechá-lo cumprindo ordes do Estado fascista espanhol. E figérom-no quando a grande maioria dos que cantam louvores à liberdade de expressom calárom a boca sem vergonha. E apoiárom e apoiam as nais e familiares dos presos e presas bascas. Porque nom tenhem compromissos com ninguém e muito menos com cúmplices de que no Estado espanhol se siga torturando, malhando e detendo como na época de Franco. Isto nom quer dizer que respaldem «a morte», os «assassinatos»; muito polo contrário, sempre apostárom pola vida e o tenhem demonstrado em todos os seus actos. Som precisamente todo o contrário dos mercadores do horror que governam os nossos países, som o lado oposto desses que vendem armas para que se matem os povos, desses que vivem argalhando técnicas repressivas e construindo cárceres para fecharem os que nom pensam como eles. De que morte estamos a falar se aqui os únicos que morrem por milhons no mundo, de fame, de desemprego, de violência militar e paramilitar, som os oprimidos, os desprezados, os eternamente postergados?
Frente a vossa hipocrisia e miserabilidade política, as Nais da Praça de Maio alinham-se com quem estivérom sempre. Com os revolucionários, com os que luitam pola independência, com os que se negan a ser umha colónia, com os que se enfrentam o capitalismo, com os que pelejam polo socialismo dos trabalhadores e os oprimidos, com os que estám dispostos a perderem a sua vida e a liberdade por defenderem princípios e ideias.
Entrementes, vocês, os defensores deste Ocidente feito a vossa medida, sigam elucubrando sobre «despistes» o «senilidades». Tarde ou cedo a luita dos povos terminará passando por cima das vossas mentiras e infámias. Algum dia, como os opressores, também vocês terám que dar conta de essas defecçons, traiçons, cumplicidades e sobretodo, impunidade para atacar os revolucionários e ficar sempre bem com os poderosos de turno aos que afagam o ouvido. Onte com Felipe González, o do GAL e os fundos reservados, hoje com Aznar, Mayor Oreja e o Borbom, amanhá com quem for. As Nais, em troca, estarám sempre com os que nom claudicam e seguem, apesar das dificuldades, prontos a tomarem o céu por assalto.
Pedimos aos companheiros e companheiras que se sintam solidárias com as Nais e a sua luita, que lhes fagam chegar a sua solidariedade expressa frente a este novo ataque dos fascistas e os seus aliados «progre-fascistas».
E-mail das Nais da Praça de Maio: madres@satlink.com; Endereço: Hipólito Irigoyen 1442, Buenos Aires (1089) Argentina
DOCUMENTOS das Nais da Praça de Maio (Em espanhol)